19 agosto, 2008

Filhos

Filhos são criaturas danadas.
Vou dizer: dão um trabalho do cacete. A gente nunca mais dorme direito. Pelo menos até a figurinha atingir determinada idade, não. Bem, sei lá. As preocupações vão mesmo mudando. Talvez a gente também não durma direito com filhos adolescentes saindo pras baladas.
O investimento é alto: escola, remédio, roupa, lanche, passeio, etc. E tempo. Muito tempo.
Filhos são criaturas engraçadas.
Fazem cada pergunta! Inventam as coisas mais doidas do mundo, histórias, amigos imaginários, lugares, pessoas, bichos, situações inusitadas. Inventam e se reinventam. Tudo para um filho é brincadeira. E quando a bronca também vira brincadeira, a coisa fica séria e você tem mesmo que se preocupar.
Na verdade,o que eu quero mesmo dizer, é que ter filho é tudo de bom.
Talvez o único problema, se é que é problema, é que filho cresce.
Aquele fofinho, lindinho e cheiroso logo mais estará espinhento, com cecê e chulé e milhares de indagações. Aquela coisinha, ontem frágil, vai te enfrentar, te contrariar e te deixar, definitivamente, com os cabelos em pé.
Ou não!
Acho que eles podem ser adolescentes interessantes também. A gente pode (e deve) contar com isso.
Tudo vai depender de você, do meio em que ele vive e claro, da sua própria personalidade.
Pode contar com alguma carga genética. Se seu filho puxar aquela tia chata, você tá na roça e não tem muito pra onde correr. Mas ele também pode puxar o melhor de você, do pai ou de algum parente interessante. Ou o pior e o melhor de cada um.
Enfim. Ninguém é perfeito também.
Filhos também não são perfeitos, como pais também não são.
Independente disso, tenha consciência que filho é laço pra vida toda. Mas não é sua propriedade particular.
Uma hora eles vão querer voar mesmo por aí.
Você não quis?
Então.
Eles também vão querer.
Eles também vão ter opinião própria (às vezes, desde cedo).
Eles vão ter desejos e sonhos.
Muitas vezes, o que eles desejam e sonham pode ser algo completamente diferente daquilo que você pensa que é bom.
Acho que não devemos pensar por eles.
Devemos sim, ensiná-los a pensar.
Acho não, tenho certeza.
Não projete as suas frustrações.
Eles não merecem.
Eles merecem ser respeitados pelo que são.
Assim como você sempre quis que seus pais te respeitassem.
Isso é uma coisa doida.
Eu sou mãe e sou filha.
Quando a gente é só filho pensa de um jeito, mas quando o quadro muda, tudo muda.
Aliás, ter um filho muda tudo na vida da gente.
Ter um filho muda mesmo a gente.
No meu caso, acredito que pra melhor.
Pra muito melhor.
Eu sou uma pessoa muito mais consciente, responsável (sem perder a minha própria essência).
Eu sou uma pessoa muito mais bonita.
Eu sou uma pessoa muito mais realizada e satisfeita.
Eu sou uma pessoa muito, muito, muito mais feliz.

Isso não é cartilha.
Isso é só um pedaço de como me sinto, sendo mãe.

Quero aproveitar pra homenagear a pequena Alice que chegou neste domingo.
Quero homenagear também a nova mãezinha e o novo paizinho, Amanda e Marcus.
A pequenina é que nem sobrinha, pra mim.
Ela nasceu numa famíliona maravilhosa.
Foi muito esperada por todos.

Só quero acrescentar, nisso tudo, o quanto é bom carinho espontâneo do filho, quando ele diz "te amo".
Não é preciso mais nada.

Te ama, pura e simplesmente, por você existir.

3 comentários:

Camilla Tebet disse...

Uau.. que texto lindo! Eu tenho um medo enorme de ser mãe.. as coisas mudam, tudo muda, como vc disse. E lendo esse texto tão racional, mas também tão cheio de sentimento, tão real mas tão cheio de comemorações, continuo com medo. Hehehe. Essa sua consciência toda com certeza já garante uma mãezona.
Adorei o texto.

Fernanda Pereira disse...

Cara...me deu uma vontade tremenda de ser mãe...de verdade, acho que vou rever os meus conceitos!

Jaque Lima disse...

Poxa meu maior sonho é ser mãe. e correr todos esses riscos. aí meu deus. mas não é minha hora. deixar o tempo passar. e o sonho se estabilizar!!!

Bjooo