19 agosto, 2010

enigmático

Você me escreve um poema toda vez que me diz,
que me toca, que me beija,
que me olha e que me deseja,
porque me comove e me sensibiliza...
poesia esta que carrega o mistério das frases não ditas,
dos idiomas ainda não inventados...
Me sinto assim, mulher que se resignifica fêmea,
quando você faz estes poemas pra mim...
e te permito me olhar nos olhos
para que, inteira, possa dizer-te,
acessível aos meus enigmas
de mulher-esfinge:

Decifra-me ou devoro-te!

E o que sobra,
felizmente,
são as duas opções...

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