18 Dezembro, 2010

correr-se... correr se.

Não sei como cheguei aqui, mas sei que cheguei. Abri caixas de coisas surdas e inúteis, nunca me precavi de nada. E cheguei. Corri com fôlego por direções contrárias. Contra-mão. Sem semáforos, paradas, postes, placas. Sem cantos também. Ou esquinas. Corri e sorri com fôlego por direções contrárias. Coisas surdas e inúteis sempre me atraíram. Tanto faz. Porque na corrida estou sempre prestes a encontrar quem tente tolher o que a mim é vital. Tanto faz, já que vou morrer. Tanto faz se serei medíocre, pobre de função, pouco no universo. Por isso, eu corro. Corro e sorrio por direções contrárias. Eu as escolhi. E cheguei. Não sei como cheguei aqui, mas sei que cheguei. Tanto faz.

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